O ASSASSINATO SILENCIOSO DE MILHARES DE BEBÊS

Por Valter França

         Aclamados pela mídia e pelos médicos, os anticoncepcionais são considerados um grande avanço da medicina do século XX. Quando a pílula foi inventada, no inicio da década de 1960, logo foi apontada como a “emancipação da mulher”, em outras palavras, ela estava livre para ter relações sexuais sem se preocupar em engravidar ou sofrer as consequências.

         Os anticoncepcionais eram verdadeiras "bombas de hormônio". Isso provocava efeitos colaterais terríveis para o organismo da mulher. Os produtores decidiram então, diminuir a quantidade destas substâncias, a fim de que não causassem mais os danos apresentados até aquele momento. O anticoncepcional tornou-se assim, um "contraceptivo de componentes combinados".

         Um desses componentes, de fato, impede apenas a ovulação. Ora, todo mundo sabe que não existe aborto se o óvulo não é fecundado. Até um estudante de ensino fundamental sabe disso. O problema está no outro componente: Trata-se de um hormônio para impedir a implantação do embrião no útero da mulher, isto é, o hormônio provoca um aborto.

         Isso não é teoria da conspiração nem fanatismo religioso. Está tudo descrito nas bulas desses remédios. Ou melhor, estava, porque depois das denúncias do movimento pró-vida, os produtores de anticoncepcionais magicamente ocultaram estas informações de suas clientes. Assim funciona a indústria da contracepção: Vale tudo em nome do lucro e da cultura da morte.

         A maioria das mulheres que utilizam as pílulas anticoncepcionais não sabe sobre os abortos ocultos, uma horrível realidade que se esconde por trás desta prática.

         Não há informação disso na bula do medicamento, porque eles não estão preocupados com a vida humana, e sim com o dinheiro que lhe rende este medicamento. De maneira que, se estivessem preocupados com a vida estaria escrito em letras garrafais:

“CUIDADO VOCÊ PODE CONCEBER COM ESTE MEDICAMENTO; E SE VOCÊ CONCEBER, A SUA CRIANÇA VAI MORRER”.

“Porque meu povo se perde por falta de conhecimento...(Oséias 4:6).”

        Métodos de controle hormonal do nascimento (incluindo todos os tipos de pílulas de controle, adesivos, injeções de hormônio, implantes, etc.), desempenham duas funções primárias:

    1) Suprimem a ovulação: A gravidez não é possível quando nenhum óvulo é liberado. Dependendo do método específico utilizado, a ovulação é suprimida em 40-95% do tempo. Nos outros 5-60% do tempo, um óvulo é liberado e pode ser fecundado.

    2) Eles enfraquecem e espessam a parede do útero: Isso torna a implantação da criança com 7 dias de concebida virtualmente impossível. Todos os métodos hormonais de controle têm esse efeito na parede do útero, 100% do tempo.

        A lógica simples nos diz que se um óvulo pode ser liberado e fecundado 5-60% do tempo, e a implantação está sendo evitada em 100% do tempo, um aborto silencioso está ocorrendo em 5-60% dos meses em que a mulher está tomando a pílula. A criança de 7 dias de existência é incapaz de se implantar, o que acaba resultando em sua morte.

       A “pílula do dia seguinte” funciona dentro do mesmo princípio para destruir a cobertura do útero, mas num período mais curto, devido às maiores concentrações dos mesmos hormônios.

       O valor de 5% é baseado no uso da pílula “combinada”. Que é normalmente uma combinação de estrógeno e progesterona. O valor de 60% é baseado no uso de pílulas só de progesterona (“mini-pílulas”), adesivo, ou injeções/implantes de progesterona.

        Portanto, uma mulher que toma a pílula combinada por apenas dois anos, estatisticamente terá um aborto químico durante esse tempo. Uma mulher que usar o método da progesterona pura por dois anos tem a possibilidade de 12 abortos silenciosos durante esse período, ou um a cada dois meses. Essas são as estimativas mais conservadoras disponíveis.

        Outras pesquisas indicam que as mulheres que tomam as pílulas combinadas poderiam estar ovulando em 50% do tempo e que 70% das mulheres que tomam a “mini-pílula” poderiam estar ovulando todos os meses. Em quase todos os casos, esses bebês não seriam capazes de se implantar no útero e morreriam.
        “Com mais de 17 milhões de mulheres americanas usando a Pílula e outros aborto-facientes [isto é, abortivos] químicos, estima-se que a quebra da ovulação e da gravidez ocorrem tão frequentemente que...entre 7 a 12 milhões de crianças recém concebidas são mortas por abortos químicos no útero a cada ano. E muitas dessas mulheres nunca souberam que estavam grávidas.” (“Homicídios Infantis Através de Contraceptivos”- 1994, por Estudo da Comissão Ad Hoc de |Mortes por Aborto – Bardstown, KY-Fone: 502-348-3963).

        “Na América, estima-se que os abortos químicos matam mais de 7 milhões de bebês a cada ano, enquanto os abortos cirúrgicos matam em torno de 1,5 milhões de bebês a cada ano.”

 

               “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.(Gl6.7).”


         “Artigos científicos sugerem que a ovulação perdida ocorre em 4-15% de todos os ciclos em pacientes que tomam pílulas de controle de nascimento. Assim, como esse folheto indica, abortos químicos prematuros são uma preocupação real e significativa.” (Paddy Jim Baggot, M.D., Ob/Gyn, Fellow do Colégio Americano de Genética).

         O termo “pílulas de controle de nascimento” é preciso, já que elas não evitam a contracepção, mas sim o nascimento. Talvez a razão pela qual Deus não tenha terminado com o holocausto de abortos na América, seja porque o próprio povo de Deus esteja, sem saber, matando sua própria descendência.


         “Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança; Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra? (Pv 24:11-12 ).”

Os Riscos da Pílula Anticoncepcional

           Nos últimos anos, os Estados Unidos e a Europa passaram a debater intensamente os riscos dos anticoncepcionais. É uma discussão que nasceu após o surgimento de relatos sobre efeitos adversos graves somado a centenas de mortes, principalmente entre consumidoras das pílulas à base de drospirenona – substância sintética semelhante à progesterona, produzida pelo organismo feminino. –  Com leve ação diurética, ela ajuda na eliminação do sal. Além de evitar a gravidez, o produto lançado nos Estados Unidos em 2001 e no Brasil em 2003, prometia reduzir a oleosidade da pele, evitar inchaços e atenuar sintomas da tensão pré-menstrual. Foi um sucesso global – até que se acumularam os relatos dos sérios efeitos colaterais. –  Sobrevieram os processos contra o fabricante.

          Até o ano passado, a Bayer (uma empresa farmacêutica e química alemã) havia pagado US$ 1,7 bilhão para liquidar 8.200 ações de pacientes e familiares na Justiça americana. Mais casos estão pendentes em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos.

No Brasil, pouco se fez. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável por fiscalizar a indústria farmacêutica, não seguiu o exemplo dos americanos, dos franceses ou dos canadenses.

As Consequências Do Uso Dos Anticoncepcionais

           Quando uma menina de 16 anos chega ao pronto-socorro reclamando de fortes dores de cabeça, é provável que os médicos suspeitem de tudo, menos de trombose cerebral.

         Em setembro de 2013, a estudante Thainá de Menezes Fernandes, que mora com o avô paterno, buscou ajuda em dois hospitais particulares: um em Santos e outro na Praia Grande, no litoral paulista. Saiu com três suspeitas descabidas: efeito da menstruação, dos exageros do churrasco ou da vista maltratada pelo uso do smartphone.

         Enxergando tudo em dobro, fraca e sem conseguir se firmar sobre as pernas, Thainá era amparada pelo avô. “Precisei carregá-la no colo, de hospital em hospital, porque ela foi perdendo a força no lado direito do corpo”, diz Sérgio Fernandes, avô de Thainá. “A gente confia nos médicos, mas é um desespero quando ninguém descobre o que está acontecendo.”

         Desde os primeiros sinais de que algo não ia bem até o diagnóstico correto, passaram-se seis dias. Depois que exames afastaram a possibilidade de meningite, os neurologistas da Santa Casa de Santos descobriram que a trombose cerebral havia provocado um AVC. Descartados outros fatores de risco, restou apenas o anticoncepcional Tâmisa 20 (gestodeno e etinilestradiol), receitado por uma ginecologista para evitar gravidez e combater a acne. Thainá usava a mesma marca desde os 14 anos. Ela passou uma semana e meia na UTI. “Diziam ao meu avô que talvez eu saísse viva, mas na cadeira de rodas”, afirma.

         Depois de um mês de internação, Thainá precisou de muita fisioterapia para conseguir voltar a andar. Saiu do hospital inchada e vesga. Assim permaneceu por três meses. “Chorava todos os dias quando me olhava no espelho”. Thainá se recuperou e no início deste ano, entrou na faculdade de odontologia.

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. (1 Co 3:16,17).”

         Os efeitos adversos das pílulas são, de fato, um problema que os ginecologistas tendem a minimizar. Postura bem mais cautelosa é adotada pelos neurologistas.

         Enquanto os ginecologistas prescrevem a pílula a mulheres saudáveis, aos neurologistas cabe agir no momento das tragédias, quase sempre marcadas por sequelas e mortes.

         No ano passado, a administradora de empresas Simone Vasconcelos Fator, de 34 anos, sofreu uma embolia pulmonar em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. Fazia apenas três meses que usava a pílula Iumi, fabricada pela Libbs e receitada por um ginecologista.Assim como a Yasmin, essa pílula é composta pelos mesmos dois hormônios combinados: drospirenona e etinilestradiol.

         Mãe de dois filhos (Leonardo, de 5 anos e Guilherme, de 8), Simone não tinha fatores de risco que pudessem contraindicar o uso de anticoncepcional. Não é obesa, hipertensa, diabética, fumante nem tem casos de trombose na família. O ginecologista chegou a fazer essa pergunta e solicitou os exames de sangue de rotina antes de prescrever o anticoncepcional. Simone leu a informação sobre risco de trombose na bula, mas o médico a tranquilizou ao dizer que a concentração hormonal da pílula era baixa.

         Ao final da terceira caixinha, ela começou a sentir um cansaço inexplicável. O percurso de quatro quarteirões, que sempre fez a pé para buscar o filho mais velho na escola, tornou-se cada dia mais difícil. Um dia, sentiu um forte aperto no peito, embaixo dos seios. Desamparada, sentou-se na calçada, pressionou as pernas contra o peito e esperou a dor passar. A sensação durou alguns longos minutos. Ainda com falta de ar, ela conseguiu se levantar, prosseguir até a escola e levar o filho para casa. Nos dois dias seguintes, a pressão arterial subiu e surgiram fortes dores de cabeça. Simone passou dois dias na UTI e mais seis no quarto. Por sorte, o coágulo era pequeno e foi descoberto a tempo.   

         Durante seis meses, ela precisou tomar anticoagulante e se cercar de cuidados e restrições alimentares para evitar o risco de sangramento. “Só pensava nos meus filhos. Tinha medo de me cortar enquanto cozinhava para eles”, diz.  Tudo isso poderia ter sido evitado se a informação fosse clara e disponível. “O erro do meu ginecologista foi não ter me informado sobre os riscos da pílula”, diz Simone. “Quando o médico omite os riscos, ele tira da paciente a capacidade de avaliação. Cabe a mim decidir se aceito correr o risco de morrer para prevenir uma gestação.”

Bibliografia:

A Nova Velha Polêmica da Igreja e dos Anticoncepcionais. Disponivel em:

<https://padrepauloricardo.org/blog/a-nova-velha-polemica-da-igreja-e-dos-anticoncepcionais>

Controle de Nascimento a Luz da Bíblia. Disponível em:

<http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/Cinzentas/ControleNascimentoSobLuzBiblia-SLAnderson.htm>

Quando a Pílula Anticoncepcional é a Pior Escolha. Disponível em:<http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/03/quando-pilula-anticoncepcional-e-pior-escolha.html>